DINOSSAURO COM ASAS DE MORCEGO É DESCOBERTO POR EQUIPE CHINESA

O animal de 163 milhões de anos foi nomeado de Ambopteryx longibrachium

Uma equipe de pesquisadores chineses anunciou na última quarta-feira, 8 de maio, a descoberta de uma espécie de dinossauro que possuía asas de morcego. O artigo contendo o estudo detalhado será publicado na revista científica Nature.

Chamado de Ambopteryx longibrachium, o bicho viveu há cerca de 163 milhões de anos. Seu fóssil foi visto pela primeira vez pelo paleontólogo de vertebrados da Academia Chinesa de Ciências, Min Wang, no ano passado. Inicialmente, Wang pensou que se tratava de uma espécie de pássaro.

A escavação na qual o esqueleto foi encontrado aconteceu na província de Liaoning, na China. A equipe de Wang retirou o achado de rochas da era jurássica, para então dar continuidade à análise.

 

Após o fóssil ser totalmente removido da rocha, o grupo de paleontólogos percebeu que estavam lidando com uma descoberta jurássica. A primeira conclusão de que o animalera uma ave se deve ao fato de que muitos pássaros modernos evoluíram de antigas espécies de dinossauros.

Ilustração do animal / Crédito: Reprodução/Min Wang/Academia Chinesa de Ciências

 

O fator que definiu a diferença do Ambopteryx e outras espécies de pássaros foi seus dedos longos, algo comum na família dos dinos.

O novo dinossauro é primo de uma espécie semelhante. Nomeada de Yi qi, que é o único outro animal conhecido que também possui asas de morcego.

“Se você tivesse perguntado a um paleontólogo para desenhar algum tipo de fantasia de dinossauro, muitos de nós nunca teríamos inventado algo que fosse tão estranho”, contou Stephen Brusatte, paleontólogo de vertebrados da Universidade de Edimburgo, que não esteve envolvido na nova pesquisa, em entrevista ao The New York Times.

É certo que animais da era jurássica com asas de morcego existiam. Porém, como eles realizavam tais voos ainda é um mistério para os pesquisadores. Segundo a equipe chinesa, a melhor teoria até agora é a de que o estilo de voo estava no “meio do caminho entre um esquilo-voador e um morcego”.

 

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